sábado, 10 de outubro de 2015

O Jejum segundo a bíblia


Lucas 5.33-35
-Introdução: O jejum é tão bíblico que fazia parte da rotina de vida do povo de Deus tanto no Antigo como no Novo Testamento. Mas o que é o jejum? É um voto de abstinência de alimentos por certo período de tempo com a finalidade de se consagrar. Durante o jejum a pessoa demonstra que o seu propósito é mais importante do que o próprio alimento vital para sua sobrevivência.
João Wesley jejuava duas vezes por semana até a hora do chá e estimulou todos os seus seguidores a fazerem o mesmo dizendo que “o homem que nunca jejua está tão distante do céu quanto o que nunca ora.”
Ao mortificar a carne negando-lhe prazeres e sustento, o espírito é fortalecido (Marcos 14.38) como Jesus orientou que “se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34).
Como deve ser o jejum?
Vamos aprender sobre o jejum bíblico:
1- Por que jejuarMateus 17.21
O jejum é muito importante para anular a carne e nos aproximar de Deus. Quando estamos em jejum reconhecemos nossas fraquezas e buscamos força espiritual. A grande conquista no jejum é um estado de completa dependência de Deus.
Através do jejum recebemos poder espiritual para vencer o pecado, suportar o mundo e expulsar demônios vencendo todas as fortalezas do inimigo. A santificação deve ser buscada em jejum e oração constante.
Também é possível jejuar por motivos específicos como, por exemplo, pela salvação de alguém ou cura de uma enfermidade como fez Ester intercedendo pelo livramento de seu povo (Ester 4.16 e 5.2).
Você tem muitos motivos para jejuar, principalmente se consagrar a Deus!
                              
2- O jejum que agrada a DeusIsaías 58.4-7
O jejum que agrada a Deus não abster-se apenas de comida, mas do pecado e de toda forma de mal. Praticar o bem é a melhor forma de se alimentar espiritualmente como Jesus que jejuou no deserto por 40 dias e noites se preparando para o início de seu ministério (Mateus 4.1-11) e ensinou que “a minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4.34).
Há várias maneiras de jejuar por tempo, propósitos e abstinência de alimentos diferentes como Daniel que se absteve apenas do manjar do rei (Daniel 1.8) mas continuou se alimentando com água e legumes (Daniel 1.12). Mas em outro momento jejuou completamente por vinte e um dias (Daniel 10.2,3).
Alguns tipos de jejum são:
-Total: sem comer nada da hora que inicia até o momento da entrega do jejum;
-Sólidos: bebendo apenas água ou algum líquido por motivos de saúde;
-Parcial: de algo que gosta muito como doces, café, refrigerante, etc;
-Prático: de algum hábito ou prazer como assistir TV, internet, língua (silêncio), etc.
E quanto ao período? Quanto tempo deve ser o jejum?
O tempo de jejum pode variar de acordo com o propósito da pessoa. O mais comum é o jejum matinal, mas há quem jejue desde a noite anterior, deixando de jantar e conclui no almoço do outro dia. Algumas pessoas jejum apenas deixando de tomar o café da manhã no horário normal e fazendo o desjejum um pouco mais tarde. Isso é feito principalmente por pessoas que têm problemas de saúde e dificuldades de ficar sem alimentar muito tempo ou têm que fazer atividades físicas que exigem mais energia.
Deus não quer sacrifício e sim obediência porque “obedecer é melhor do que o sacrificar” (I Samuel 15.22). O que importa mesmo no jejum é a qualidade da consagração. É indispensável a dedicação e concentração total durante o jejum. Desde que o jejum seja feito com meditação na Palavra de Deus, oração e adoração não importa o tempo de duração.

3- Como jejuar? Mateus 6.16,17
De acordo com as palavras de Jesus, o momento de jejum deve ser de alegria, ou seja, um tempo de prazer na presença de Deus. O jejum também não pode ser feito para mostrar aos outros e sim exclusivamente para Deus. Portanto, se não houver necessidade, não é preciso sair contando para todos que está em jejum.
Algumas dicas para fazer o jejum:
1º - tenha um propósito específico ou motivo para seu jejum;
2º - planeje o tempo que vai jejuar e a forma ou o que vai se abstiver;
3º - inicie o jejum orando, pedindo perdão e forças. Leia a Bíblia e louve ao Senhor;
4º - concentre-se o máximo possível, refletindo, cantando, orando ou lendo;
5º - ao terminar o jejum, ore entregando o propósito a Deus;
Faça o jejum como puder, só não deixe de se consagrar a Deus!

Você precisa jejuar!
-CONCLUSÃO:
O jejum deve ser feito para Deus e não para nós mesmos (Zacarias 7.4-6). O propósito depois de feito deve ser cumprido porque “quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes”(Eclesiastes 5.4). Não espere precisar de um socorro para jejuar em consagração. O jejum deve ser parte da rotina do cristão que deseja se dedicar a Deus.
Você tem o hábito de jejuar?
Faça um propósito de consagração em jejum a Deus!

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As cinco Dimensões do Pecado



A doutrina do pecado é essencial no evangelho. A pregação sobre o pecado é insubstituível na igreja cristã. A boa nova só existe porque uma realidade terrível está antes dela. Tente dizer algo contrário a Paulo. Tente mostrar aos apóstolos que poderíamos maquiar um pouco a situação para atrair mais pessoas. Não iria funcionar! A doutrina do pecado é explicitamente exposta nas Escrituras para a glória de Deus. No capítulo 2 de Efésios, ao fazer um resumo do evangelho, Paulo expõe a condição humana sem rodeios ou truques de linguagem. Ao revelar nossa total depravação ele aponta para o total poder de Cristo sobre o pecado. Ele começa dizendo no versículo 1:

“E vos vivificou, estando vós mortos em vossos delitos e pecados” Efésios 2:1

Nossa situação é a seguinte, diz Paulo: estamos mortos. Um breve e importante lembrete aqui. Não devemos atribuir ao pecado gravidade menor do que a da morte. Frequentemente encontramos púlpitos que tratam o pecado como uma doença ou desvios de conduta moral. Aliás, costumamos dizer que a igreja é como um hospital, mas o que um hospital poderia fazer com um morto? Necrotério seria até mais apropriado, mas nenhum lugar do mundo pode representar o que verdadeiramente a Igreja é. Nela os mortos sobrenaturalmente ganham vida, e isto não está ao nosso alcance, é milagre soberano de Deus. Ao dizer que o pecado é como uma doença e que a igreja é um hospital estamos reduzindo o evangelho ou Cristo a um simples remédio. Paulo estaria furioso com isso. E para não deixar dúvidas ele registra 5 dimensões da nossa condição de pecadores:

as-5-dimensoes-do-pecado

1. O pecado é universal
Ninguém escapa. Somos todos pecadores. Ao começar o versículo 3 o apóstolo é bem claro: “Entre os quais TODOS NÓS também antes andávamos”. Antes de falar do pecado é importante lembrar que essa é uma condição de todos. Geralmente gostamos de pensar e apontar para outros irmãos, mas o desafio do cristão é olhar ainda mais para dento de si mesmo e dizer: eu também não escapo. Romanos 3 é bem claro ao diz que não há um justo sequer. Todos nós precisamos de Cristo.

2.  O pecado é uma rebeldia ativa contra Deus
Não estamos em posição de neutralidade. Não pecamos apenas por não crer ou por recebermos a culpa de Adão. Somos rebeldes agindo e andando contrariamente a Deus. Somos seus inimigos. Somos ativistas do pecado. O versículo 2 estampa nossa culpa ao dizer: “Em que noutro tempo ANDASTES segundo o curso deste mundo”. Não somos passivos como a ilustração da doença ensina. Não estamos num leito contra a nossa vontade, estamos andando e agindo em pecado contra o Senhor.

Há pecado até na nossa santidade, há incredulidade na nossa fé, há ódio no nosso próprio amor, há lama da serpente na mais bela flor do nosso jardim. (C. H. Spurgeon)

3. O pecador está sujeito à ordem do pecado e ao diabo
É preciso pensar na seriedade das palavras de Paulo no versículo 2: “Segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar”. Quem rege o coral dos pecadores é o diabo. Não estamos a mercê apenas de nossos próprios pecados, mas o domínio e a influência malignas não reais. A rebeldia contra Deus não é um grito de independência, é colocar os punhos dentro das algemas do diabo e da morte. Precisamos estar conscientes de que, ao evangelizar, nossa luta não é apenas contra pessoas, mas a batalha envolve o inferno, e só Cristo vencer sobre ele!

4. O pecado nos deixa incapazes de fazer a real vontade de Deus
Acredite, nenhum não regenerado está realmente fazendo a vontade de Deus. Vejamos o versículo 3: “Andávamos nos desejos da nossa CARNE, fazendo a vontade da CARNE e dos PENSAMENTOS”. Pecadores andam pelo desejo da carne, fazendo a vontade dela e dos pensamentos pecaminosos. Nada pode ser feito para o Senhor se Cristo não tiver triunfado sobre o pecado em nossas vidas. Até nos melhores obras, quando feitas sob o domínio do pecado, não estão glorificando a Deus, e, portanto, fora da sua vontade. Você poderia ser a melhor pessoa do mundo, mas sem Cristo, isso apenas significaria que você é o “menos pior” dos pecadores. Tudo que é feito sem fé é pecado (Rm 14;23).

5. O pecador é merecedor da justa ira de Deus
Eis a mais grave das dimensões do pecado. Aquela que deveria nos aterrorizar. Geralmente a ilustração da doença trata o homem como o coitado que está debaixo do amor de Deus e precisa apenas aceitá-lo para ser curado. A descrição de Paulo passa longe. Essa é a descrição mais dura que encontro nas Escrituras sobre o pecador. No versículo 3 ele diz: “éramos por natureza FILHOS DA IRA”. Na sua primeira carta João diz que pertencemos ao diabo, mas a gravidade de sermos filhos da ira é ainda maior. Deus é o juiz supremo. Ele decide o que fazer com a humanidade. É ele a quem devemos temer. Ser filho da sua ira é a descrição mais terrível que Paulo poderia usar. É disso que devemos lembrar.

Cristo nos salvou dessas dimensões. Foram dessas condições que fomos libertos. Vemos o quão poderoso nosso salvador é quando vemos a profundidade da lama que ele nos tirou. O versículo 4 começa com uma conjunção de adversidade, estamos debaixo dessas dimensões, “MAS DEUS”, agiu em nosso favor. Mortos não podem pronunciar conjunções de adversidade contra a própria morte. A obra de salvação contra o pecado e a morte é total e soberanamente de Deus.

John Newton, autor de Amazing Grace, já no final de sua vida disse:

Minha memória já quase se foi, mas eu recordo duas coisas: que eu sou um grande pecador, e que Cristo é meu grande salvador!


Que jamais  esqueçamos de onde fomos tirados. Onde abundou o pecado superabundou a graça (Rm 5:20)!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Dez mentira sobre o pecado.

Mentira Um: O Pecado Traz Realização
Não existe um pecado que não seja influenciado por essa racionalização. Pensamos que o pecado nos torna mais feliz. Mas, na realidade, o pecado é a causa principal de toda a miséria e infelicidade, tanto nesta vida como na vida por vir. Morte, doença, desavenças, guerra, fome, vício (de qualquer espécie), famílias desmanteladas, ódio, dor, sofrimento e uma (miríade Grande números) de outros males, tudo isso encontra a sua origem no pecado. Não havia nenhuma dessas coisas antes que o pecado tivesse entrado no mundo, e quando os céus e a terra forem recriados em justiça, também lá não estarão (Ap 21.2-4).
O pecado contradiz diretamente o propósito para o qual nós fomos criados, e jamais seremos felizes num tal estado. Bem no âmago da nossa humanidade, Deus nos fez com o desejo de buscá-lo (At 17.24-28), de aprender os seus mandamentos (Sl 119.73) e de servi-lo com alegria (Sl 100.1-3). A Escritura mostra com muita clareza que a alegria e a satisfação vêm somente do Senhor (Sl 16.11). Nunca seremos verdadeiramente felizes até que realizemos o propósito de Deus para as nossas vidas.
Isso deveria ser evidente, já que Deus é a fonte de todas as bênçãos, tanto naturais quanto espirituais. Como o doador é maior do que o dom, é razoável supor que a nossa alegria em Deus deveria ser maior do que a nossa alegria pelos dons. É uma afronta a Deus encontrar maior satisfação nos seus dons do que nele próprio. Fazendo isso, estamos trocando o Criador pela criatura.
É muito importante lembrarmos que o pecado pode oferecer somente prazer temporário (Hb11.25). A satisfação do pecado não só não dura, como também sempre acaba em miséria maior ainda (1 Jo 2.17). Portanto, a questão verdadeira é: queremos prazer temporário ou alegria duradoura?
Mentira Dois: O Pecado é Facilmente Derrotado
Uma das coisas em que o diabo quer que acreditemos, a fim de que a nossa vigilância diminua, é que o pecado não é um inimigo perigoso. Mas a Bíblia nos ensina que o pecado é tão poderoso que, a menos que o poder sobrenatural de Deus intervenha, nós nos tornamos seus escravos e permanecemos sob a escravidão das suas ordens (Jo 8.34). Embora nascidos de novo, a depravação é uma força poderosa dentro de nós, como testemunha o apóstolo a respeito da sua própria experiência (Rm 7.14-25).
O que complica o assunto é que o pecado é enganoso (Hb 3.13); nem sempre aparenta ser mau. O escritor de Hebreus faz referência ao pecado "que tenazmente nos assedia" (Hb12.1). Por essa razão, a Bíblia nos ordena a tomarmos muito cuidado com o pecado e a lutarmos com força contra ele. Paulo disse que esmurrava o seu corpo e o mantinha sob controle a fim de não ser reprovado (1 Co 9.24-27). Em outro lugar, comparou a vida cristã a uma batalha (2 Tm 2.3). Para derrotar o pecado, precisamos estar armados para a guerra (Ef 6.10-20). John Owen deu o seguinte conselho sábio: "Mate o pecado ou o pecado matará você... Não existe um dia sequer em que o pecado não derrote se não for derrotado, e não prevaleça se não for subjugado; e assim será enquanto vivermos neste mundo."
Mentira Três: Você Pode Lidar com o Pecado Sem Recorrer a Cristo
O perigo desta mentira é que ela leva à frustração e ao desespero. Infelizmente, muitas pessoas que aceitam esta mentira descobrem que não podem competir em condições de igualdade com a depravação que existe dentro delas e, por isso, desesperançadas, desistem de lutar contra o pecado.
Quando o evangelho é apresentado no Novo Testamento, o foco é sempre na obra de Cristo e na paz com Deus que encontramos nele (2 Co 5.17-21). A Bíblia exorta as pessoas a primeiro abraçarem a Cristo e, só depois disso, a buscarem a santidade. O evangelho não é um simples apelo a um viver moral e, sim, a uma transformação sobrenatural. Ninguém é capaz de vencer o pecado separado de Cristo e do Espírito Santo (Rm 8.13). Deus não é honrado quando tentamos remediar a nossa situação pecaminosa sem a sua graça, por isso é inimaginável supor que Deus irá abençoar um sistema de justiça produzido pelo próprio homem.
Mentira Quatro: É Impossível Atingir os Padrões de Deus
É uma tendência humana culpar as circunstâncias ou as outras pessoas pelos nossos escorregões no pecado. Preferimos pensar que, diante das circunstâncias, seria impossível deixar de pecar. Queremos pensar dessa maneira porque alivia as nossas consciências e nos isenta de responsabilidade quando pecamos. Afinal de contas, como Deus pode nos responsabilizar por aquilo que é impossível?
Há um sentido em que a santidade de Deus, de fato, representa um padrão impossível para a humanidade pecadora. Quando os discípulos ouviram Jesus explicar o custo do discipulado para o jovem rico, perguntaram: "Então, quem pode ser salvo?" (Lc 18.26). Jesus respondeu: "O que é impossível para os homens é possível para Deus" (v.27). Portanto, é um erro fundamental desculpar-se do comportamento pecaminoso, já que Deus prometeu graça para obedecer a quem o busca pela fé.
Não existe pecado que não possamos vencer nem tentação que não possamos resistir pela graça (1 Co 10.13; 2 Co 12.9; Fp 4.13). Deus quebra o poder do pecado na nossa conversão. Este é o ponto focal de Paulo no sexto capítulo de Romanos: estamos mortos para o pecado; portanto não precisamos viver nele (vv.1-2). A graça de Jesus remove a carga pesada da obrigação de guardar os mandamentos de Deus (1 Jo 5.3).
Mentira Cinco: Você Não Precisa Tratar com o Pecado Imediatamente
Procrastinação é um pecado do qual todos nós somos culpados e a respeito do qual temos costume de brincar. Mas a demora nas coisas espirituais pode ser fatal. A Bíblia nos diz que "agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação" (2 Co 6.2). E o escritor de Hebreus, citando o Salmo 95, exorta-nos a ouvir hoje a voz de Deus (Hb 3.7,13,15).
Por que isso se torna tão necessário? Primeiro, quanto mais o pecado permanece em nós sem que haja arrependimento, mais difícil será nossa mudança, devido à força do hábito. Quanto mais acalentamos um desejo pecaminoso ou uma atitude errada, mais o pecado ficará entranhado na nossa natureza. Será menos e menos notado. Terá um lugar mais permanente nas nossas afeições. A nossa resistência a ele irá se tornando cada vez mais fraca.
Segundo, é necessário porque a conseqüência maligna do pecado começa a fazer efeito no momento em que consegue entrada na alma. Foi somente um leve toque na arca que matou Uzá, e é somente uma simples brincadeira com o pecado que pode matar a alegria espiritual e os frutos nas nossas vidas.
Mentira Seis: Posso Pecar Sem Sofrer Conseqüências
"Se eu pecar, nada de mal vai realmente me acontecer." Não pensamos assim, às vezes, especialmente se o pecado é "pequeno"? É espantoso observar os multiformes enganos do diabo neste assunto. Por um lado, ele convence as pessoas de que não existe um verdadeiro inferno e que, portanto, não faz mal pecar. Por outro lado, para aqueles que acreditam no inferno, ele os convence de que não há perigo, no caso deles, de irem para lá! Mas sempre há conseqüências para o pecado, porque Deus é um Deus de justiça que odeia o pecado.
Em Êxodo 34.7, Deus testificou que de nenhuma maneira livrará o culpado. Se não precisasse existir qualquer conseqüência do pecado, Jesus nunca teria morrido numa cruz pelos pecadores. Ele mesmo o declarou, quando clamou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice" (Mt 26.39). E, realmente, não era possível, porque a fim de que Deus fosse justo e justificador dos ímpios, foi preciso punir os seus pecados na pessoa de Jesus (Rm 3.25-26).
esus não é a única testemunha das conseqüências do pecado; também o são todas as multidões que estão no inferno, sofrendo a vingança do fogo eterno (ver Mt 10.28; 25.46; 2 Ts 1.8-9; Jd 6-7).
"Mas se eu sou redimido por Cristo", alguém poderia perguntar, "como é que posso ser punido pelos meus pecados?" Se cremos em Jesus, não somos propriamente punidos pelos nossos pecados; pelo contrário, nosso Pai nos disciplina misericordiosamente a fim de que sejamos participantes da sua santidade (Hb12.5-11). Deus ama demais a santidade para permitir que os seus próprios filhos venham a chafurdar no pecado. Portanto, disciplina pelo pecado é a marca registrada do amor de Deus pelos seus filhos, e deve ser esperada sempre que pecarmos (Sl 119.67,71; Tg 5.14-15). Na verdade, se não somos disciplinados, não somos filhos de Deus.
Fazemos bem em lembrar que o mero fato de tais castigos não serem eternos não significa que as conseqüências do pecado sejam indolores para os crentes. Às vezes, até um redimido tem de viver com as conseqüências de um pecado seu pelo resto da sua vida (observe o que o Rei Davi teve de suportar por causa do seu pecado com Bate-Seba). Isso já é razão suficiente para não pecar. O nosso Pai não somente tem uma equipe para afastar os nossos inimigos, mas também uma vara para corrigir os nossos erros. Sejamos gratos a ele por isso, porque é para o nosso bem.
Mentira Sete: Deus Não Vai Me Julgar, Porque Todo o Mundo Faz o Mesmo
O diabo, às vezes, engana-nos fazendo-nos adotar uma mentalidade de grupo que justifica certos pecados porque a maioria das pessoas os considera comportamento normal. Entretanto, devemos sentir medo quando estamos seguindo a maioria. O cristianismo, pela sua própria natureza, é uma religião de contracultura. Seguir a Cristo é como nadar contra a correnteza. Jesus disse: "Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela" (Mt 7.13-14).
ma vez, eu li um pequeno panfleto com uma história imaginária de uma pessoa diante de Deus, desculpando-se de seus erros com o argumento de que todo o mundo vivia da mesma maneira. Deus, então, respondeu: "Bem, se você pecou com a maioria, você pode ir para o inferno com a maioria". É essa resposta que podemos esperar se pautarmos a nossa vida por semelhante filosofia destrutiva.
Mentira Oito: Deus Não Vai Me Julgar, Porque Não Sou Tão Mau Quanto os Outros
Se não racionalizarmos o nosso pecado por incluir-nos na multidão, o diabo vai tentar nos levar a racionalizá-lo excluindo-nos da multidão. Essa atitude era a essência do farisaísmo, e é sempre uma ilusão fatal.
Talvez exista um pecado na sua vida que Deus queira trazer à luz, mas você vem resistindo à convicção do Espírito, argumentando que não é uma pessoa tão má em relação às outras. Mas esse é um pensamento ilusório e contrário às Escrituras. Em primeiro lugar, deixa de levar em conta que Deus não somente estabelece o padrão; ele é o padrão. "Sejam santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.16). A questão não é como nos comparamos com outras pessoas e, sim, como nos comparamos com Deus.
Segundo, deixa de levar em conta o fato de que Deus não fica satisfeito com obediência incompleta. Deus quer tudo dos nossos corações, tudo das nossas vidas e o mínimo possível de pecado. Quando tentamos estabelecer meios compromissos com Deus, estamos roubando de nós mesmos tremendas bênçãos espirituais. D.L.Moody, certa vez, ouviu um homem dizer: "O mundo ainda não viu o que Deus pode fazer com, em e através de um homem cujo coração esteja totalmente devotado a ele." Mas o homem estava errado. O mundo já tinha visto homens tais como Calvino, George Whitefield, Jonathan Edwards, McCheyne e Spurgeon. É somente quando estivermos dispostos a nos consagrar como esses homens fizeram que sentiremos o mesmo gosto do seu sucesso. Mas nunca o experimentaremos enquanto nos satisfizermos a nós mesmos, avaliando-nos pela comparação com os outros.
Mentira Nove: Deus Vai Perdoar Você, Por Isso Vá em Frente e Peque
A Bíblia fala de homens que se insinuaram na igreja, inspirados por Satanás, para espalhar esta doutrina demoníaca. Paulo faz referência a esses homens que dizem: "Façamos o mal, para que nos venha o bem" - e depois acrescenta: "a condenação dos tais é merecida" (Rm 3.8). Judas nos adverte contra aqueles que transformam a graça de Deus em libertinagem (Jd 4). A Bíblia torna bem claro que é impossível desfrutar o perdão e continuar vivendo no pecado.
Paulo ainda escreveu em Romanos 6.1-2: "Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?" É impossível porque sempre que Deus perdoa um homem, ele também transforma a sua natureza. A graça muda de tal forma a pessoa que esta não vai mais querer viver em pecado!
Quando uma pessoa é dominada pelo desejo de fartar-se do pecado é uma indicação de que ela nunca nasceu de novo. Um dia, conta-se, Spurgeon e um outro homem estavam caminhando numa rua e passaram por um bêbado deitado na sarjeta. Disse o homem: "Ué, Sr. Spurgeon, eis aí um dos seus convertidos!" "Deve ser mesmo um dos meus", replicou Spurgeon, "porque de Deus com certeza não é!"
Mentira Dez: Deus Nunca Vai Perdoar Você, Por Isso Vá em Frente e Peque
Mais uma vez, vemos quão versátil é Satanás nos seus enganos. Ele sabe que precisa preparar uma mentira apropriada para cada tipo de pessoa. Para aquele que é inclinado ao desespero, o diabo espera por oportunidades de assoprar nos seus ouvidos que todas as tentativas de uma recuperação posterior serão inúteis porque ele já foi longe demais. Tentará convencê-lo que cometeu o pecado imperdoável, que agora pode muito bem se entregar totalmente ao pecado porque de todo jeito já está indo para o inferno.
A verdade é que Cristo perdoará todo aquele que vem a ele. "Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei" (Jo 6.37). Isso foi verdade quando nosso Senhor falou estas palavras e ainda é verdade agora. Não permita que o diabo amplie a sua condenação tentando-o a se abandonar totalmente ao pecado e ao desespero. As misericórdias do Senhor duram para sempre. A porta da graça está aberta para todos aqueles que se aproximam através de Jesus.
Conclusão
Como é que podemos derrotar as mentiras do diabo? Somente pela Palavra de Deus. É a verdade que nos dá base sólida e que não permite que sejamos levados por qualquer vento de doutrina. É a verdade que santifica. É a verdade que é a mola-mestra do crescimento à maturidade em Cristo. É a chave para derrotar o diabo.
Leitura da Bíblia, meditação e memorização da Bíblia, e encarnação da Bíblia - experimentando as suas verdades nas nossas vidas - são para sempre as únicas ferramentas disponíveis ao povo de Deus para sobrepujar o inimigo. Como em todas as coisas, Jesus é o nosso modelo para lidar com as mentiras do diabo. Quando tentado por Satanás no deserto, ele citou as Escrituras em resposta a cada mentira (Mt 4.1-10). "Está escrito" deve ser a nossa senha tanto quanto foi a dele.



Devemos guardar o Sábado?

Devemos Guardar o Sábado?

Não Obrigatório Para os Cristãos. Jesus, que era judeu sob a Lei, observava o sábado assim como a Palavra de Deus (não dos fariseus) mandava. Sabia que era lícito fazer coisas excelentes no sábado. (Mt 12:12) Todavia, as inspiradas escrituras cristãs declaram que “Cristo é o fim da Lei” (Ro 10:4), o que resulta em os cristãos estarem “exonerados da Lei”. (Ro 7:6) Nem Jesus nem seus discípulos faziam uma distinção entre as leis chamadas morais e cerimoniais. Citavam outras partes da Lei, bem como os Dez Mandamentos, e consideravam toda a Lei de igual obrigação para os que estavam sob ela. (Mt 5:21-48; 22:37-40; Ro 13:8-10; Tg 2:10, 11) As Escrituras declaram especificamente que o sacrifício de Cristo “aboliu . . . a Lei de mandamentos, consistindo em decretos”, e que Deus “apagou o documento manuscrito que era contra nós, que consistia em decretos . . . e Ele o tirou do caminho por pregá-lo na estaca de tortura”. O que foi ‘abolido’, ‘apagado’ e ‘tirado do caminho’ era a inteira Lei mosaica. (Ef 2:13-15; Col 2:13, 14) Por conseguinte, o inteiro sistema de sábados, quer dias, quer anos, junto com o restante da Lei, foi terminado pelo sacrifício de Cristo Jesus. Isto explica por que os cristãos podem considerar “um dia como todos os outros”, quer seja um sábado, quer qualquer outro dia, sem temerem ser julgados por outrem. (Ro 14:4-6; Col 2:16) Paulo fez a seguinte declaração a respeito daqueles que escrupulosamente observavam “dias, e meses, e épocas, e anos”: “Temo por vós, que de algum modo eu tenha labutado em vão com respeito a vós.” — Gál 4:10, 11. 

Depois da morte de Jesus, seus apóstolos nunca ordenaram a guarda do sábado. O sábado não foi incluído como requisito cristão em Atos 15:28, 29, nem mais tarde. Tampouco instituíram eles um novo sábado, ou “dia do Senhor”. Embora Jesus fosse ressuscitado no dia agora chamado domingo, em parte alguma indica a Bíblia que este dia da sua ressurreição devesse ser comemorado como um “novo” sábado, ou de outro modo. Alguns têm recorrido a 1 Coríntios 16:2 e Atos 20:7 como base para a observância do domingo como um sábado. No entanto, o primeiro texto apenas indica que Paulo instruiu os cristãos no sentido de que, no primeiro dia da semana, pusessem de lado certa quantia, nos seus lares, para os irmãos necessitados em Jerusalém. O dinheiro não devia ser entregue no seu lugar de reunião, mas devia ser guardado até a chegada de Paulo. Quanto ao último texto, era apenas lógico que Paulo se reunisse com os irmãos em Trôade no primeiro dia da semana, visto que partia logo no dia seguinte. 

À base do precedente, torna-se evidente que a guarda literal de dias e anos sabáticos não era parte do cristianismo do primeiro século. Foi só em 321 EC que Constantino decretou que o domingo (em latim: dies Solis [dia do sol], antigo título associado com a astrologia e a adoração do sol, não Sabattum [sábado] ou dies Domini [dia do Senhor]) fosse o dia de descanso de todos, exceto os lavradores.

sábado, 7 de janeiro de 2012


A MEMORÁVEL CEIA DO SENHOR
Antes de iniciarmos o nosso estudo sobre a SANTA CEIA, vamos buscar no tempo como se deu a origem da Páscoa ao povo de Israel, a qual se findou junto com as ordenanças da Lei do Antigo Testamento, sendo abolido, pela aspersão do sangue do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
A Instituição da primeira páscoa deu-se por ordenança do Senhor ao povo judeu, na noite em que foram libertos da escravidão do Faraó do Egito.
No livro de Êxodo 12.1 ao 14, falou o Senhor a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: 
Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa. Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; conforme o comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras; E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue e pô-lo-ão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele nada cru, nem cozido em água, senão assado ao fogo; a cabeça com os pés e com a fressura.
E nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimareis no fogo. Assim, pois, o comereis: os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do SENHOR.
E eu passarei pela terra do Egito esta noite e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
Por ordenança do Senhor a festa da Pascoal pela libertação da escravidão do Egito passou a ser comemorada anualmente:
Êxodo 23. 14, 15: Três vezes no ano me celebrareis festa. Guardarás a Festa dos Pães Asmos; sete dias comerás pães asmos, como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe, porque nele saíste do Egito; ninguém apareça de mãos vazias perante mim.
A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA PELA LEI
No livro dos Números 9.1, falou o SENHOR a Moisés no deserto do Sinai, no segundo ano da sua saída da terra do Egito, no primeiro mês, dizendo: Que os filhos de Israel celebrem a Páscoa há seu tempo determinado.
A ÚLTIMA PÁSCOA E A PRIMEIRA CEIA
Evangelho de Lucas 22.14 a 20, diz: E, chegada à hora, pôs-se a mesa, e com "Ele" os doze apóstolo. E disse Jesus: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça. Porque vos digo, que não comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus.
E tomando o cálice, e havendo dado graças disse: Tomai-o e reparti-o entre vós. Porque vos digo que não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. E tomando o pão e havendo dado graças, repartiu-o e deu-lhes dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado, fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós.
Observem que apesar das poucas horas que restavam para que o Senhor Jesus Cristo fosse entregue aos homens para ser atormentado, e ainda sob a égide da lei, o Senhor Jesus, quebrou a tradição e o paradigma da celebração das festas da Páscoa, e juntamente com os seus apóstolos, celebrou e instituiu ali primeira ceia, e recomendou: Fazei isso em memória de mim.
Esta celebração, não ocorreu nos padrões da páscoa dos judeus, com abundância de alimento e bebida, mas com um pequeno pedaço de pão e um cálice de vinho.  E distinguiu: O pão é o meu corpo, que por vós é dado, e o vinho é o cálice do Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós
JESUS LAVA OS PÉS DOS SEUS DISCÍPULOS
Evangelho de João 13.3, 4, 5, 12 a 17, a palavra diz: E, acabada a ceia; sabendo Jesus que havia saído de Deus e com a certeza que para Deus voltaria; levantou-se da ceia, tirou os vestidos, tomando uma toalha cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés dos seus discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.
Depois que lhes lavou os pés, tomou os seus vestidos, e se assentou outra vez a mesa, e disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu sou. Ora se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.
Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois, se as fizerdes.
BEM-AVENTURADOS SOIS, SE AS FIZERDES
Amados, o Senhor exemplificou aqui o maior testemunho de humildade e simplicidade, "Ele", sendo Senhor e Mestre, não hesitou em dar o exemplo em si mesmo para que O sigamos, porque nos convém imitá-lo em sua perfeição (Mateus 5:48).  
Necessário é, uma meditação profunda neste texto maravilhoso exemplado pelo Senhor Jesus, que devemos lavar os pés uns aos outros. Observem a sua ordenança: Ora se Eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outrosPorque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.
E disse mais ainda: Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois, se as fizerdes. E condicionou: agora que sabeis estas coisas, sereis bem-aventurados se fizerdes.
Disse Jesus em João 6.53Se não comerdes da carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.
A NECESSIDADE DE ORDEM NA CEIA
Na primeira Carta do apóstolo Paulo aos Coríntios 11.26 a 31, diz: Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.
Examine-se, pois o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disso há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem. Porque se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados.  
A palavra do Senhor exorta a sua igreja quanto à necessidade da ordem na Ceia do Senhor. Que o procedimento não seja em conformidade com a lei do Antigo testamento, porque hoje, esse ato é santificado. É o acatamento, e reverência ao sangue do Senhor Jesus Cristo, que por nós, foi dado em sacrifício. Portanto, a Ceia é o ápice da comunhão entre o homem e o Senhor Deus, Supremo Criador.  
 A palavra exorta para que tudo seja com decência, e, cada um examine a si mesmo, e não participe da ceia do Senhor estando em pecado, porque se isto ocorrer, poderá estar tomando o cálice para sua própria condenação.
QUEM PODERÁ PARTICIPAR DA CEIA
Em determinadas igrejas, os dirigentes impõe condições e critérios para a que o irmão possa participar daceia. Exemplo:
Ser batizado, ter a união civil legalizada perante a lei, ser maior de doze anos, estar com o pagamento do dízimo atualizado, e outras doutrinas criadas pelo homem, e com isso, acabam mutilando a palavra de Deus, a qual em I Coríntios 11.28 e 29, diz: Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice.   Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.
Amados, qual o seu discernimento sobre esta palavra: Examine-se, pois, o homem a si mesmo?  É justo proibir alguém a participar da ceia do Senhor? Qual é o homem capacitado para julgar a consciência de outrem?
Se alguém tomar a deliberação de participar da ceia estando em pecado, esse irmão irá prestar conta a Deus por sua insensatez.
Assim sendo, a única pessoa que tem capacidade para saber e decidir se poderá participar da ceia ou não é o próprio irmão. Porque a palavra do Senhor aos Romanos 8.1 diz: Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.
Outro grave equivoco de muitos dirigentes, é proibição as crianças de participar da ceia, se no Evangelho de Mateus 19.14, Jesus disse: Deixai os pequeninos e não os estorveis de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos céus.  Se o Reino do dos céus pertence às crianças, qual a razão de proibi-los a participar do Altar do Senhor. Qual de nós é mais digno do que uma criança, para que essas não possam participar da comunhão com o Senhor?
Evangelho de João 14.15, disse Jesus: Se me amardes guardareis os meus mandamentos.